Discos para Antibiograma – CEFAR

Discos para Antibiograma

 Uso Veterinário

Pelos idos de 1940, Chain et al  sugeriram pela primeira vez o uso de halos de inibição, inclusive em bases quantitativas, para medir a eficiência da penicilina. Em 1966, Bauer et AL, propuseram o uso de um único disco de alta concentração para determinar a sensibilidade bacteriana, uma vez que, até então, os resultados obtidos com os métodos existentes geravam resultados discrepantes, não só pela metodologia usada como também pelas concentrações de antibacterianos contidos nos discos. Os primeiros trabalhos com o objetivo de padronizar a metodologia do antibiograma foram desenvolvidos pelo FDA(7) e WHO. Posteriormente uma padronização de consenso foi adotada entre as entidades acima mencionadas e o CLSI (Clinical and Laboratory Standards Institute – USA), o qual, recentemente, normatizou a prática do antibiograma para drogas utilizadas na terapêutica veterinária, algumas de uso exclusivamente animal e outras de uso tanto em humanos como em animais.

Finalidade:

O antibiograma é um teste qualitativo “in vitro” feito por difusão de antibacterianos em ágar, indicado frequentemente para a determinação de resistência ou sensibilidade de um patógeno frente aos antibacterianos disponíveis no complexo terapêutico.

Manuseio dos Discos:

Os discos CEFAR (6,35mm) são produzidos e dosados quantitativa e qualitativamente seguindo normas especificadas pelo FDA e Farmacopéia Brasileira. Possuem estabilidade segundo os padrões internacionais, se armazenados em temperaturas de 2-8ºC. Os discos estão codificados com três letras e mais um número que especifica a concentração de antibacteriano nele contido. Esta concentração não está relacionada com aquela alcançada pelo antibacteriano no sangue. Os discos podem variar de potência desde que estejam entre os limites de 75 a 150% de concentração nele especificada. Não usar discos vencidos ou inadequadamente armazenados. No momento do uso deixar os frascos descongelados até a temperatura ambiente antes de abrir; retornando-os ao refrigerador após o uso. Discos cujos halos de inibição não se enquadram dentro dos limites qualitativos, checar: inóculo, reparação do meio e profundidade do mesmo (cerca de 4mm) além de outros fatores. Consumir primeiramente os discos mais velhos em termos de validade. Manter os discos em refrigerador abaixo de 8ºC ou freezer a -20ºC dependendo do antibacteriano. Discos de família dos betalactâmicos devem ser armazenados em freezer, contudo pode-se conservar em refrigerador uma quantidade pequena dos discos que seja o suficiente para o consumo semanal.

 

Meios de Cultivo Padronizados:

O meio de cultivo padrão para o antibiograma veterinário é o meio de Mueller-Hinton Ágar (MHA), indicado para organismos de crescimento rápido como enterobactérias, Pseudomonas sp.,Staphylococcus sp., Haemophilus influenzaee alguns estreptococos. No caso de organismos fastidiosos, o meio de Mueller-Hinton torna-se inadequado, sendo a sensibilidade desses organismos testadas sobre critérios específicos a cada um deles.

· Histophilus somni e Actinobacillus pleuropneumoniae: o meio adequado para o teste com esses organismos é o ágar Chocolate Mueller-Hinton, preparado conforme segue a formulação: ágar Mueller-Hinton 38g/litro + extrato de carne 2g + hidrolizado ácido de caseína 17,5g + goma 1,5g + ágar 17g + hemoglobina 10g + suplemento nutricional 10g (vit B120,01g + L-glutamina 10g + Adenina 1g + Guanina HCI 0,03g + Ác. paraminobenzóico 0,013g + NAD 0,25g + Pirofosfato tiamina 0,10g + Nitrato ferrico 8H2O 0,02g + Tiamina HCI 0,003g + L-Cisteína HCI 25,9g + L-Cistina 1,10g + Dextrose 100g).

· Streptococcus pneumoniaee outros Streptococcus sp.: usar meio Mueller-Hinton Ágar adicionado de 5% de sangue desfibrinado de carneiro.

· Listeria sp.: esse organismo deve ser testado por microdiluição em caldo (MIC) usando o meio de Mueller-Hinton Caldo suplementado com 2-5% de sangue lisado de cavalo.

· Arcanobacterium (“Actinomyces”) pyogenes: devido ao A.pyogenes ter um perfil constante de sensibilidade à penincilina, o teste de sensibilidade não é necessário. Quando isolado de uma infecção mista, terapia combinada com penincilina poderá ser usada. Isolamento feito em animais com hipersensibilidade à penincilina poderão responder à terapia com macrolídeos.

· Estafilococos Metilcilina- Resistentes (MRSA): normalmente, os estafilococos-metilcilina-resistentes são detectados a partir de seu perfil perante o disco de oxacilina 2μg, podendo o resultado ser reportado para meticilina devido ao fenômeno da resistência cruzada. Para confirmação do teste, inocular o S.aureuscom perfil de resistência em Mueller Hinton Ágar suplementado com 4% de NaCl e 6μg de oxacilina/mL.

· Organismos anaeróbicos: o teste de sensibilidade para bactérias anaeróbicas isoladas de animais deve ser feito de acordo com os procedimentos do documento M11 do CLSI – Métodos para Teste de Sensibilidade Bacteriana para Anaeróbicos.

Na preparação do inóculo, usar o caldo TSB (Triptona/Caseína/Soja) ou outro caldo satisfatório.

Meios de cultivo com excesso de timina e timidina podem reverter o efeito inibidor das sulfonamidas e trimetropima, provocando zonas de inibição menores ou indefinidas, ou mesmo negativando-as.

A adição de timidina fosforilase pode melhorar a transparência das zonas de inibição e a segurança do teste com sulfonamidas e trimetropima. As fontes comerciais já fornecem meio de Mueller-Hinton Ágar com baixo teor de timidina e timina.

Avariação de cátions divalentes, principalmente magnésio e cálcio afetam os resultados de tetraciclina e aminoglicosídeos no teste com P.aeruginosa.

Na dúvida, testar o meio de Mueller-Hinton Ágar com as cepas padrão, tendo como limites os halos de inibição especificados na parte qualitativa da tabela.

Cepas Controle:

As seguintes cepas de referência ou derivadas são utilizadas no controle qualitativo dos discos: S. aureus, E. coli, S. pneumoniae, Actinobacillus pleuropneumoniae, P. aeruginosa e H. sommus.

Para controlar discos contendo combinações antibacterianas de beta-lactâmicos e inibidores de beta-lactamase, usar a cepa E. colique é produtora de beta-lactamase. Esta cepa, quando usada em conjunto com E. coli não produtora de beta-lactamase torna fácil a monitorização das combinações acima citadas.Usar a cepa de Enterococcus faecalis para controlar as sufonamidas, trimetroprima e trimetroprima + sulfametoxazol no meio de Mueller-Hinton Ágar. Quando o meio não é satisfatório, as zonas de inibição não são nítidas e o crescimento bacteriano é nebuloso ou ainda há um crescimento de colônias diminutas dentro do halo de inibição.

 

 

 

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